20
Dez 08
publicado por Fábio Matos Cruz, às 21:19link do post | comentar

 

No Público de hoje, Vasco Pulido Valente tem toda a razão:

 

«A designação de Pedro Santana Lopes para candidato oficial do PSD à Câmara de Lisboa não foi, como por aí pouco subtilmente se escreveu, uma derrota para Pacheco Pereira. Foi uma derrota, e uma enorme derrota, para Manuela Ferreira Leite. Não por ter aceite um antigo adversário, por assim dizer, "convertido". Mas por ter aceite um adversário actual, que militantemente a quer fora do caminho. Ou seja, um adversário que só espera que ela perca em Outubro, de preferência com um resultado vexatório, porque a sua sobrevivência e a sua carreira dependem disso. Abrindo a porta a Santana, Ferreira Leite desistiu de si própria. A "unidade" não se cria, como ela pensa, "não excluindo ninguém". Não excluindo ninguém é o caos que se cria e a fraqueza do poder que se admite».

 

Esquece-se é de olhar para um outro lado, por sinal, ainda mais tenebroso: o motivo que levou Ferreira Leite a fazê-lo. Só há um: sabendo do enorme monstro político que é Santana numa campanha, e pelo facto de termos eleições locais antes das nacionais, arrisca com esperança de que uma vitória em Lisboa crie uma clima de mobilização suficiente para ganhar o país. As pressões internas estão a esmagá-la e o desespero mata-lhe a honra. É triste.


Ler
pesquisar neste blog
 
arquivos
blogs SAPO