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Dez 08
publicado por André Pereira, às 18:49
editado por Fábio Matos Cruz às 21:47link do post | comentar

 

O ano de 2009 promete ser bastante complicado. A diversos níveis: económicos, financeiros, políticos e sociais.

Gostaria de abordar duas questões que se podem tornar (espero que não) factos marcantes de 2009. O conflito israelo-palestiniano e Paquistão/Índia.

Abordemos o primeiro. Na sequência do cessar-fogo de seis meses que terminou no dia 19 e que o Hamas se recusou a prolongar, Israel levou a cabo um ataque sobre a Faixa de Gaza que causou mais de 200 mortes. O mais violento desde a Guerra dos Seis Dias, isto é, desde 1967. O Hamas é um grupo islâmico fundamentalista, é um facto, mas Israel não pode actuar com tal leviandade sobre uma estreita faixa, onde vivem 1,5 milhões de pessoas.

Enquanto a comunidade internacional não tiver uma acção global este conflito nunca se resolverá. É preciso sentar-se à mesa. São precisas cedências de ambas as partes. Países como o Egipto podem ter um papel determinante nas negociações entre os dois lados. Só assim será possível. Até lá vamos continuar a receber todos os dias relatos de violência de uma região que apenas necessita de uma coisa: paz.

A questão do possível conflito entre o Paquistão e a Índia é também um assunto que deve ser tratado com pinças. São duas potências nucleares. O Paquistão não é (longe disso) um país estável e a recente retirada de tropas da fronteira com o Afeganistão confirma-o. A tensão entre os dois países é real. As forças de ambos os lados estão em alerta máximo, qualquer acto mal medido pode desencadear o confronto, o que seria trágico.

Pessoalmente não acredito que os dois países cheguem a vias de facto. Trata-se de uma demonstração de poder de ambos os lados. Oxalá eu tenha razão. Para bem do mundo.


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