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Dez 08
publicado por Simão Martins, às 17:40link do post | comentar

Já se sabe o que Mário Nogueira quer. Ou melhor, o que não quer. O líder da plataforma sindical, à semelhança da quase totalidade dos professores portugueses, rejeita este modelo de avaliação (e, a julgar pelo que se foi ouvindo nas manifestações, qualquer modelo de avaliação). 

Maria de Lurdes Rodrigues, depois de uma tentativa de acordo falhada, e de uma considerável inflexibilidade e diálogo, lá decidiu optar pela simplificação do modelo, (hoje rejeitada a pedido da própria, para uma reunião com os sindicatos "sem condições" e que acabou sem acordo, ficando marcado outro encontro para a próxima segunda-feira) para não fazer tanta confusão. No fundo, "menos papelada", uma das grandes queixas dos docentes.

 

Mas Mário Nogueira, esse sim um inflexível por natureza. Incapaz de escutar outras vozes que não as pertencentes à plataforma sindical que representa, é mais um dos papagaios sindicais cuja resposta é, frequentemente: "não, não e não!"

Mas a ministra diz que a avaliação é para manter: "não, não e não!". Então a ministra simplifica o modelo: "não, não e não!".

 

Como Mário Soares notou ontem e bem, às vezes é melhor apresentar alternativas do que estar sempre a destruir as propostas do governo. Por isso, independentemente da vontade de Mário Nogueira (e dos professores, subentenda-se) o modelo de avaliação vai-se manter. Simplificado ou não.


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