06
Ago 09
publicado por Alexandre Veloso, às 21:19link do post | comentar | ver comentários (3)

As listas apresentadas pelo PSD para as eleições legislativas são uma autêntica desilusão.

Manuela Ferreira Leite disse que haveria uma revolução, mas após ver as listas é lógico perguntar-se: onde está a revolução?

 

MFL conseguiu com estas listas três coisas, e nenhuma delas boa:

 

- "calar" a oposição interna, Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas principalmente, ao eleger para as listas apenas "ferreiristas" convictos. O afastamento das listas de Passos Coelho e de todos os que o apoiaram nas directas de 2008 joga contra Manuela porque passa uma ideia que não existe actualmente no partido união suficiente, que consiga sanar as divergências e que leve o partido de novo ao poder.

 

- criar uma guerra com as distritais. Lisboa, Setúbal, Santarém, Vila Real e tantas outras ficaram com razões de queixa em relação aos nomes escolhidos para as suas listas. Os nomes de Pacheco Pereira em Santarém, de Fernando Negrão em Setúbal e de Maria José Nogueira Pinto em Lisboa não foram pacíficos. A escolha de MJNP parece precipitada, pois como é possível um partido escolher como nome elegível para deputada uma pessoa que há dois anos apoiou António Costa na corrida à Câmara de Lisboa?

 

- passar uma péssima imagem para o público. A aprovação de nomes como Helena Lopes da Costa e António Preto, sendo estes arguidos em processos crime não joga minimamente a favor da política de transparência e de verdade que o PSD quer passar.

 

Com tudo isto onde fica a mudança que o partido quer implantar?

 

Marcelo Rebelo de Sousa diz que estas listas são "ferreiristas, sem a abertura interna de Sá Carneiro, Cavaco ou Barroso, nem suficiente abertura ao centro e aos jovens". O antigo presidente do partido tem razão porque trazer de novo para a ribalta antigos ministros de Cavaco, há muito afastados da alta roda, não pode ser nunca um bom sinal. Não há novos militantes suficientemente qualificados para estarem nas listas? Onde ficam os jovens que saem da JSD?

 

O PS também teve a atitude de afastar os "alegristas" das suas listas, mas do PSD não se esperava uma atitude semelhante, pois a imagem que devia ser passada para o povo era a de que o partido sabia conviver com as críticas internas. E o melhor sinal disso era colocar os nomes "incómodos" nas listas. Mas o PSD não o fez. O que é pena, pois passa a imagem de ser apenas mais do mesmo.  

 

 


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