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Jan 09
publicado por Simão Martins, às 03:02link do post | comentar

 

 

Um jornalista é alguém que observa um acontecimento, de seguida interpreta-o da forma mais objectiva possível e relata-o. Hoje, ao contrário de há 50 anos, pode fazê-lo de diversas formas: em formato radiofónico, televisivo e escrito (em papel ou electrónico).

 

O que está a ser implementado neste momento é um jornalista multi-funções, tipo impressora: fotocopia, digitaliza, serve de fax e imprime. Em vez de termos várias impressoras cada uma com a sua especialização, optou-se por reunirmos todas as funções num só aparelho e pronto, aqui temos uma espécie de "pau para toda a obra". Ora, se formos honestos, essa multifuncionalidade revelou-se uma melhoria no funcionamento das impressoras, sobretudo no nível físico: ocupa menos espaço. Mas não no caso do jornalismo (embora neste caso a redução de espaço também pudesse ser significativa, mas não é a isso que me refiro).

 

Se queremos abrir um jornal e ler um bom texto (bem escrito, atraente, coerente), ouvir um noticiário de rádio que não mereça que mudemos a estação (bastava termos o Sena Santos nos ouvidos) e ver um telejornal bem conduzido e com mais informação e menos espectáculo (sou manifestamente apologista do estilo Mário Crespo), então, para cada um dos suportes, devemos ter alguém que se ocupe exclusivamente da sua função, com o único objectivo de alcançar um jornalismo melhor (já que o jornalismo perfeito há-de ficar para outra altura...).

 

Bem sei que a redução de custos a isso obriga, mas se tivermos jornalistas a digitalizar, imprimir, servir de fax e ainda fotocopiar (e tudo isto praticamente em simultâneo), depois vemos se o trabalho não sai todo borrado...


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