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Jan 09
publicado por Alexandre Veloso, às 13:44link do post | comentar

Há cerca de quatro anos o presidente do Benfica definiu os seus críticos como sendo um bando de papagaios que só apareciam para criticar e fazer o chamado "bota-abaixo".

O PSD tem o seu próprio papagaio: Luís Felipe Menezes.

Ainda agastado pela forma como foi obrigado a demitir-se da liderança do partido, em Abril do ano passado, Menezes vem dedicando os seu tempo a criticar a actual liderança e a desafiar Manuela Ferreira Leite a demitir-se. Não recusa o convite para entrevistas na rádio e na televisão, aceita convites para escrever artigos em jornais e sempre que lhe aparece um microfone à frente não rejeita a oportunidade de desfiar um chorrilho de críticas e acusações totalmente  desprovidas de sentido de oportunidade.

Será que Menezes lembra-se que ainda é presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e que precisa é governar o seu "burgo"? Acho que não.

Menezes acha que o melhor para o PSD seria a demissão da líder, porque esta não vai conseguir vencer as legislativas. Mas será que ele pensa que o partido vai ganhar uma eleição se trocar de líder a 8 meses desta se realizar? Provavelmente sim, porque obviamente se houvessem novas eleições, ele certamente seria candidato.

Muitas pessoas fazem mau juízo da situação do PSD desde a saída de Marques Mendes, em setembro de 2007, e por vezes com razão. Isso em muito deve-se ao consulado de Menezes, que levou o partido ao limiar do patético com as suas intervenções públicas a respeito de tudo e mais alguma coisa (lembram-se, por exemplo, do caso Fernanda Câncio? Na altura Marcelo Rebelo de Sousa disse que o partido tinha tido uma atitude "abaixo de cão, e com todo o respeito aos cães").

Agora eu pergunto: o que pensariam as pessoas sobre um partido que resolvesse trocar de líder quando faltam tão poucos meses para as eleições, optando por um papagaio populista em vez da actual líder, que apesar de todos os erros que tenha cometido é sempre melhor que o seu antecessor? Com certeza chegariam à conclusão de que o PSD tinha se tornado numa república das bananas e que o melhor mesmo seria votar no PS, porque entre o mau actual e o péssimo do futuro a opção seria sempre a primeira.

Numa eleição entre o actual PM e Luís Felipe Menezes que viesse o diabo e escolhesse.

 


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