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Jan 09
publicado por André Pereira, às 21:13link do post | comentar

Obama não é só esperança. É também medidas. O decreto que confirma o encerramento de Guantánamo no prazo de um ano é uma boa notícia. Uma das suas grandes promessas da campanha eleitoral está a caminho se ser cumprida. Isto no segundo dia de trabalho.

É bom para a América, é bom para o mundo, é bom para a democracia. O terrorismo é repugnante, sem dúvida, mas não pode ser combatido sem respeito pelos direitos humanos.

O discurso da tomada de posse pode não ter sido o melhor de Obama, mas foi realista, virado para os problemas dos americanos e do mundo.

Eu gostei. Basta de palavras, é tempo de acções. Obama não é nenhum salvador, mas sem dúvida pode mudar algo no mundo. Eu considero um início prometedor. O mundo fica melhor sem lugares como Guantánamo.

 


Change : Yes we can !" esta foi a promessa de Barack Obama durante a campanha eleitoral que o levou à Presidência da nação mais poderosa do mundo. E começou a cumprir de imediato as suas promessas logo que tomou conta da administração americana: moralizou os ordenados dos altos funcionários da nação, parou com a tortura e os pseudo-julgamenos em Gantânamo , também não se podiam chamar de julgamentos às confissões obtidas sob tortura e à porrada! assim até o BUSH confessaria que também tinha deitado umas bombitas nas torres gémeas, iria apenas depender da sua capacidade de resistir à tortura. A amnistia Internacional está grata a Obama por isso. Mas Obama fez mais ainda: suspendeu os julgamentos em curso por 120 dias e prometeu fechar a prisão no prazo de um ano. Este é um político que cumpre. Nós por cá conhecemos os que não cumprem. Era comum as promessas ficarem esquecidas depois da chegada ao poder, mas Sócrates fez mais, mal chegou ao poleiro em resultado das promessas feitas ao povo, esqueceu de imediato as promessas e começou a fazer exactamente o contrário do que tinha prometido. Já lá vão mais de 30 anos de democracia em Portugal e espero que nas próximas eleições o povo português já tenha aprendido a lição... Votar nos pequenos partidos, para que os dois maiores não tenham demasiado poder e levem em conta que mesmo ganhando há que satisfazer os anseios do povo e não apenas dos lobbies que lhes financiaram as campanhas. Mas sobretudo nunca, nunca dar maiorias absolutas a ninguém.
Zé da Burra o Alentejano a 23 de Janeiro de 2009 às 10:22

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