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Jan 09
publicado por Alexandre Veloso, às 14:19link do post | comentar

Muitas pessoas ao longo da campanha eleitoral americana disseram que as promessas de Barack Obama eram apenas palavras circunstanciais que apenas tinham como objectivo a conquista de votos.

Pois bastou um dia em funções para Obama cumprir uma das suas promessas: mandou encerrar no prazo máximo de um ano a prisão de Guantánamo, em Cuba. Aproveitou ainda para ordenar o encerramento de todas as prisões da CIA no estrangeiro e para proibir a prática de tortura em qualquer tipo de situação. É sempre um bom início quando se começa por cumprir as promessas, mas agora resta saber para onde irão ser transferidos os presos de Guantánamo, se vão ser julgados ou ilibados e sendo assim consequentemente soltos. Esta terá que ser uma situação a ser acautelada, porque um erro na avaliação da perigosidade de um homem pode resultar na libertação de um criminoso. E libertar um terrorista nunca será um bom negócio.

Outra boa iniciativa da nova administração americana foi o congelamento dos aumentos salariais dos funcionários da Casa Branca. Com esta medida Obama mostra ao país que é preciso encarar a situação com realismo e que se as pessoas não tem dinheiro para pagar as contas ou estão vivendo às custas da Segurança Social, não é justo que os funcionários que trabalham junto ao Presidente tenham direito a aumento. Não seria ético que com o país a passar por grandes dificuldades financeiras, os funcionários da Casa Branca tivessem direitos a maiores salários. Este é um bom começo, mas ainda é necessário que muito mais seja feito a nível da economia.

Gostava ainda de fazer uma referência a algumas críticas que o Presidente Obama vem recebendo por colocar na sua administração vários antigos membros da Administração Clinton. Se Obama colocasse na sua equipa um conjunto de personalidades desconhecidas e impreparadas, seria arrasado pelos media pelo facto de não apostar na experiência. Mas quando a aposta é na experiência, a crítica também surge porque tanta experiência com gente do passado contraria a ideia de mudança, defendida desde o início da campanha.

Tenho certeza que os nomes de:

Hillary Clinton: Secretária de Estado. Grande experiência política em relações internacionais.

Rahm Emanuel: Chefe de Gabinete: experiência como conselheiro de política e estratégia de Bill Clinton.

Larry Summers: conselheiro económico da Casa Branca: experiência como Secretário do Tesouro com Clinton.

Leon Panneta: Director-Geral da CIA: escolha surpresa para o cargo, devido ao facto de nunca ter estado ligado aos Serviços Secretos. Tem experiência como chefe de gabinete de Bill Clinton.

George Mitchell: enviado de paz para o Médio-Oriente: Foi chefe da maioria democrata no Senado Americano

Richard Holbrooke: enviado especial para o Paquistão e Afeganistão. Tem enorme experiência na mediação de conflitos internacionais. Negociou com Milosevic durante as guerras na ex-Jugoslávia.

 

são os melhores para o exercício dos cargos para os quais foram nomeados.

Mas só o tempo poderá dizer se Obama fez, ou não, as escolhas certas para os locais certos.

 


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