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Jan 09
publicado por Leonel Gomes, às 14:18link do post | comentar

 Sobre o assunto do momento, o caso Freeport, gostaria de constatar dois factos. O primeiro prende-se com a vitimização que segundo José Sócrates, ele tem sido alvo. Mais do que exagerado. O líder do governo tem que saber que ninguém está acima da lei, e ele deveria dar o exemplo. Visto que toda esta enxurrada diária de notícias com as quais temos sido levados, não favorece nem o Governo, muito menos a oposição, só descredibilizam a política portuguesa. 

 
O segundo ponto, tem que ver com o papel desempenhado pelos meios de comunicação em todo este caso. A função dos media é  informar as pessoas com dados concretos e  informação credível. Tudo o que temos visto, lido e ouvido, têm-se baseado em  meras suposições e em julgamentos em praça pública (antes mesmo das autoridades competentes terem tomado qualquer decisão).
 
Como escreveu João Marcelino no editorial do DN, "O mundo da comunicação social apareceu esta semana absolutamente dividido entre aqueles que querem depor o primeiro-ministro a todo o custo e os que o apoiam de olhos fechados. De um lado o militantismo; do outro o servilismo. Entre a maldade e a Fé, parece às vezes não haver espaço para o jornalismo profissional, substantivo, das notícias, que dê às pessoas os elementos para pensarem e tirarem as suas próprias conclusões - e eu creio que é também por isso que vai crescendo a necessidade de a comunicação não ficar refém do espaço tradicional. Seria sempre lamentável, se não fosse sobretudo trágico. " O que por si só é lamentável, divulgar notícias novas é bem diferente de alimentar um novelo diário de contradições.
 
 
 

 


Dizes que a vitimização por parte do primeiro-ministro é mais do que exagerada. Isso é um facto? Parece-me mais a opinião de alguém que não partilha da opinião de que alguém, quando vê o seu nome a fazer correr tinta mais do que qualquer outro assunto, se deva defender.

Os factos não se discutem. A tua opinião discute-se. E muito!
Simão Martins a 31 de Janeiro de 2009 às 15:51

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