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Fev 09
publicado por André Pereira, às 12:08link do post | comentar

 

 

Na VI Convenção do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã anunciou a estratégia do partido para os próximos tempos: recusar coligações com o PS para as legislativas, e tentar formar uma grande frente da esquerda unida que possa eleger um Presidente da República.

Ora isto revela duas coisas: demagogia e falta de ambição política. Demagogia porque ao rejeitar precocemente integrar um executivo- caso o PS não tenha maioria obsoluta- o BE perde a oportunidade de colocar em práctica as suas propostas, perde a oportunidade de contribuir para a melhoria do sistema de saúde, de educação, de justiça, etc. Louçã quer manter a auréola de " anjinho do purismo". É mais fácil esperar pelas presidenciais de 2011 para mostrar a sua força. Conseguir eleger Manuel Alegre com o apoio dos comunistas, bloquistas e descontentes com o rumo do  PS, é o grande sonho de Louçã.

As legislativas vão ser um bom teste ao verdadeiro poder do Bloco. Ao recusar possíveis coligações o Bloco pode estar a contribuir para o voto útil, favorável ao PS.

Manuel Alegre é a oportunidade do Bloco. E não nos podemos esquecer que Alegre nada decidiu e não saiu em ruptura com o PS. Se assim for o sonho de Louçã desmorona-se. É que a demagogia e futurologia podem pagar-se caro.

A capacidade do PS conter o BE e a sua esquerda é fundamental. Nas legislativas como nas presidenciais.


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