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Fev 09
publicado por Alexandre Veloso, às 14:11link do post | comentar

No seu habitual comentário semanal na RTP, Marcelo Rebelo de Sousa deixou mais algumas críticas à actual direcção do PSD liderada por Manuela Ferreira Leite. E tal como já tinha feito antes, teve de vir a público para dizer que o que tinha dito não era bem aquilo e que as pessoas é que não tinham entendido.

O que realmente importa aqui ser referido é que as constantes "farpas" lançadas por Marcelo em nada ajudam o PSD, pelo contrário só o descredibiliza por colocar ainda mais a nu as fragilidades que este apresenta. Acho que as críticas de Marcelo são pertinentes. O que está errado é o timing em que estas são feitas.

O PSD não pode concorrer para perder ou para apenas tirar a maioria absoluta ao PS. Não está no ADN do partido ser apenas mais um entre os outros. O PSD tem que saber impor-se na cena política, tem que concorrer para ganhar e não "para perder por poucos". Ferreira Leite tem que agir mais, saber que caminhos percorrer e não ficar apenas a atirar ao sabor do vento. A líder tem que falar com as bases, deslocar-se às distritais, ouvir os militantes, ouvir as boas propostas da JSD ( obviamente a do cartaz do Pinóquio não é uma delas, apesar do epíteto de mentiroso não deixar de ser verdadeiro, porque tal como Marcelo bem lembrou, o PM tem um problema qualquer com a verdade), propor mais iniciativas e apresentar um programa concreto de Governo.

A tradição do PSD é a de ser um partido de Governo e não apenas um partido de oposição ( como o PCP e o BE e também o CDS-PP, que só chega ao Governo através de coligações). Em 35 anos de democracia o PSD foi Governo durante 17 anos e meio ( entre governos de maioria absoluta, com Cavaco Silva, e governos de coligação com o CDS-PP, nos tempos de Freitas do Amaral e nos tempos de Paulo Portas, e com o PS, no chamado "Bloco Central").

Em tempos de crise, o PSD tem que saber "olhar para dentro" e relembrar a história. Um partido que consegue duas maiorias absolutas consecutivas com Cavaco Silva, em 1987 e em 1991, que tem um passado feito de líderes marcantes como o próprio Cavaco e ainda Francisco Sá Carneiro não pode resignar-se à actual situação.

A expressão  "E Pluribus Unum" aplica-se perfeitamente ao PSD. "Entre todos um". O "um" que sabe e pode fazer a diferença.

 

 


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