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Fev 09
publicado por Leonel Gomes, às 18:29link do post | comentar

 

É o que Manuela Ferreira Leite deve estar a pensar depois das recentes declarações de Marcelo Rebelo de Sousa. No sermão semanal ao país, o Professor deu nota negativa à sua amiga Manuela, afirmando que se esta continuar com esta postura de falar (perdão não falar), o objectivo do PSD nas próximas eleições legislativas, será impedir uma nova maioria absoluta do PS.
Concordo com Rebelo de Sousa em alguns pontos, o PSD pela sua magnitude e importância histórica é um partido que tem que lutar para ganhar qualquer tipo de sufrágio em que participe, algo que dificilmente conseguirá se a líder do partido mantiver este finca pé com os media. Segundo, Ferreira Leite só está a dar tiros nos pés quando diz que as sondagens de opinião são manipuladas, os resultados desses estudos de opinião só reflectem um dado simples, se a oposição não apresenta propostas diferentes e concretas das apresentadas pelo governo, para quê mudar? É sabido que em períodos de crise, como a que estamos a atravessar, as pessoas são avessas a rupturas com o passado recente. Assim sendo, convém para o bem de Manuela Ferreira Leite e dos portugueses (digo eu), que ocorra uma transformação drástica e célere na forma como o PSD se dirige aos seus eleitores, caso contrário estará a estender uma passadeira vermelha, perdão rosa a José Sócrates e seus pares.
Dois dos maiores apoiantes de Manuela Ferreira Leite, desde que ela decidiu concorrer à liderança do PSD, foram Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa, que passados alguns meses são os seus maiores críticos. Eles melhores que ninguém conhecem Ferreira Leite e sabem que ela sempre foi uma pessoa avessa a câmaras e microfones, ora e numa altura em que o PSD mais precisa de veicular a sua mensagem para um maior número de pessoas, parece-me uma contradição terem apoiado alguém que não gosta de aparecer. A questão que coloco é a seguinte, porquê que um dos dois camaradas da economista não se levantam do cadeirão em que estão sentados semanalmente e façam pela primeira vez algo de útil ao partido que apoiam, ou tem medo de repetir o fracasso que ambos registaram na década de 90. Recorde-se que Pacheco Pereira tentou candidatar-se à câmara de Lisboa, mas não teve sucesso, o que fez com que tivesse uma autêntica travessia no deserto, aparecendo um bom tempo depois como o profeta da internet, com o seu famigerado blog e mais recente no programa "Quadratura do Círculo" na SIC Notícias. O mesmo insucesso político registou o Professor no seu curto comando na liderança no PSD, para depois aparecer qual Santo António, no seu sermão na TVI, que se transferiu para a RTP1. Seria bom que da próxima vez em que resolverem criticar a líder do PSD, os dois comentadores o fizessem em privado, aliás não é este o comportamento que os amigos deveriam ter uns com outros?

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