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Mar 09
publicado por Simão Martins, às 23:12link do post | comentar

 

 

Uma menina de nove anos, no Brasil, era violada pelo padrasto há três anos. Descobriu-se que engravidou. De gémeos. Os médicos, apercebendo-se da gravidade da situação, decidiram (e bem!) optar pelo aborto. Nada mais havia a fazer, já que uma possível gravidez, nas condições físicas da menina, resultariam na sua morte.

 

Vem então o arcebispo de Olinda e Recife decretar a excomunhão da mãe da menina e dos médicos, que agiram prontamente num caso tão grave como este. O Vaticano, claro está, apoia totalmente esta decisão. Mas, como diz o Random Precision, a excomunhão é, neste caso, o que menos importa. Temos é de ter em conta a posição defendida pela Igreja Católica, que se diz pela vida. Diz-se pela vida de uma criança cujo padrasto tratou de arruinar. Diz-se pela vida das crianças que haveriam de nascer, que teriam uma infância horrível, provavelmente numa instituição de acolhimento. Mas já que Jesus sofreu por todos nós, então soframos agora todos um pouco por ele. Acontece que deve ser um pouco mais fácil sofrer no Vaticano, ou ao abrigo dele, como os padres que violam crianças, por verem esgotado o prazo de validade da sua castidade, a par duma mente doente e perversa.

Acho incrível que nenhum destes episódios (como o do bispo que negou o Holocausto) permita, se não derrubar, empurrar para a podridão a pior instituição deste mundo.

 

 

Pobre menina, que pensa que foi operada a um problema intestinal.


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