26
Mar 09
publicado por Fábio Matos Cruz, às 19:28link do post | comentar

A descoberta dos bónus que foram parar aos bolsos dos gestores da AIG teve uma consequência inevitável à la La Palice: a explosão do populismo. Sim, choca; sim, é um insulto aos contribuintes. Mas para quê taxá-los? Devolver os prémios recebidos não é já uma prova de arrependimento? O que seria uma indiscutível autoridade moral  perante o comportamento insustentável dos gestores põe-se de igual pé por vingança. É lamentável - e "vingança é populismo", como dizia José Manuel Fernandes no Público de ontem. O mais pornográfico é tudo acontecer à margem do Sr. Geithner, que confessou não ter tido tempo suficiente para discutir com a Administração o fluxo de bónus que já estaria a ser extraído do empréstimo de 30 biliões de dólares que o Tesouro concedera à seguradora. E já pôs um antigo secretário de Clinton a falar. O que é feito da promessa de Obama de fazer do salvamento de Wall Street um processo transparente e honesto para com o dinheiro público?


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