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Abr 09
publicado por Fábio Matos Cruz, às 00:52link do post | comentar

Oiço Barack Obama dizer isto sobre o Iraque:

 

«Há quem me pergunte, se eu me opus à guerra, porque não ponho termo à intervenção americana imediatamente. Mas a minha responsabilidade ao trazer as tropas americanas para casa é assegurar que o fazemos de forma cuidadosa, para que não haja um completo colapso e o regresso à violência.»

 

E penso cá para mim: eis a grande diferença entre quem governa e quem apenas contempla - vigia - o poder. Bem grande: a responsabilidade. O Público de hoje escreve que «agora, como Presidente, [Obama] diz ter a responsabilidade de retirar as tropas americanas sem criar destruição». Portanto, mais tarde do que, em campanha, prometeu. Bush foi tão crucificado pelo Iraque como Nixon pelo Vietname. Pela mesma razão: neles, as pessoas viam apenas um misto de sadismo e niilismo - diabos orquestrando a guerra pela guerra. Por ser tão complexa, a guerra transforma líderes em mártires. Não é por acaso que, numa edição recente sobre o Afeganistão, a Newsweek trazia na capa o título «Obama's Vietnam».


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