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Mai 09
publicado por Simão Martins, às 21:06link do post | comentar

Cartoon de Ed Stein

 

 

Em Dia Mundial da Liberdade da Imprensa são conhecidos os dados dum relatório anual da Freedom House, que colocam Israel e Itália na lista dos "parcialmente livres", no que à liberdade de imprensa diz respeito. Aliás, como aqui vem escrito, apenas 17% dos habitantes do mundo beneficiam duma imprensa livre. O que por si só também diz muito pouco.

 

Portugal, que não figura nessa lista, é hoje um país tudo menos suspeito em relação à liberdade de imprensa. Pressões? Claro que as há. Mas não é aí que reside o principal entrave à total independência do jornalismo. A publicidade, essa grande tábua de faca e queijo integrados, pode, dum momento para o outro, cortar na sua contribuição num qualquer meio de comunicação social. Aí, a verdade e a objectividade deixam de ser uma obrigação para passarem a ser apenas recomendações. 

Mas também estes "Freeport's", a crise económica e telejornais como os da TVI (à sexta-feira) contribuem para que não possamos estar perante um jornalismo totalmente isento de culpas, independente e livre. Valores comerciais impõem-se na prática do jornalismo. 

 

Por isso, a liberdade de imprensa está longe de poder ser considerada um bem inerente a uma democracia; é antes uma excepção no mundo em que vivemos, um privilégio que custa que se farta a atingir, fácil de derrubar. Um direito, mas também uma excepção.


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