05
Mai 09
publicado por Fábio Matos Cruz, às 13:13link do post | comentar

Esqueçamos que existe um culto de personalidade ao "fenómeno" Obama - a obamania. Esqueçamos as indiscutíveis qualidades oratórias e a imagem limpa de liderança que transmite. Esqueçamos, sobretudo, o óbvio: que demasiadas expectativas geram desilusão.  Não estou a pedir para se alinhar na lengalenga difamatória do empty suit; estou apenas a sugerir que se olhe para o que é palpável.

 

Tal como assumiu durante a campanha presidencial, mais do que Guantánamo, mais do que o Iraque, mais do que o Afeganistão, a urgência está na resposta à crise económica. É a prioridade. E, mesmo sendo um nabo em matéria económica, não deixo de reflectir um pouco sobre alguns pormenores: emitir uma quantidade desenfreada de moeda é a solução? Deixar um défice escorregar tanto é saudável? Com a consequente asfixia do dólar, até quando a China financiará a dívida norte-americana? Mais: combatendo a deflação desta maneira, não se corre um risco ainda maior, a hiperinflação? Numa edição recente da American Conservative, Pat Buchanan aludia à tragédia de Weimar nos anos 20 ao ilustrar as decisões da Reserva Federal. Sinto-me tentado à provocação barata: serão os Estados Unidos o novo Zimbabué?


Ler
pesquisar neste blog
 
arquivos
blogs SAPO