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Jun 09
publicado por Alexandre Veloso, às 17:13link do post | comentar

Gostaria de saber qual o tipo de pessoa que acredita realmente na "cândida" imagem que o, ainda, PM quer fazer passar?

 

Essa suposta humildade, suavidade e modéstia do Primeiro Ministro cheiram a esturro. Cheiram a cinismo e hipocrisia de um político que começa a ver a margem de manobra mais curta, a ver a força da esquerda à esquerda do PS, a ver as suas políticas cada vez mais contestadas e a ver que depois da derrota estrondosa das europeias é bem possível que o PSD finalmente o arranque de São Bento. O estilo "bonzinho" não combina com Sócrates porque quem passou quatro anos a governar no estilo "quero, posso e mando" não transmuta-se tão facilmente em um político dialogante e compreensivo. Compreensão não é bem o forte do PM, porque depois de afirmar que o único erro que se lembra de ter cometido foi o de investir pouco dinheiro na cultura (!) fica logo tudo dito em relação ao tipo de compreensão que o PM tem da realidade.

 

O mais triste é constatar que há ainda alguns parolos na imprensa, e não só, que acreditam na "mudança" de Sócrates. É só ver a capa do DN de quarta feira 17/06 para se observar que o "baluarte do situacionismo", como diria Pacheco Pereira, quer acreditar à força toda que o rumo vai mudar. Pobres coitados! Se nada mudou em quatro anos porque agora mudaria?

 

Sócrates é um lobo em pele de cordeiro e sabe muito bem o terreno que pisa. O discurso do coitadinho a três meses de eleições só engana quem quer ser enganado. E o PM deve ser burro se acha que o povo vai cair nesta esparrela. Acho mesmo que com este discurso o PM está a sobrestimar a capacidade de inteligência dos portugueses.

 

E a propósito de moral eu pergunto:

 

Qual a moral destes senhores para pedirem uma maioria(!) depois dos resultados das europeias, que quer o PS queira quer não foram um sinal de insatisfação pelo rumo que  Sócrates está a dar a Portugal?

 

Que moral tem este Governo para continuar por mais quatro anos (Deus nos livre!!), depois das contestações que vem sofrendo em diversas áreas, da educação à agricultura passando pela saúde e pelas obras públicas?

 

Para o caso de dúvida na resposta, aqui fica ela:  NENHUMA!!

 

 

 


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