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Jun 09
publicado por Alexandre Veloso, às 20:03link do post | comentar

José Sócrates veio hoje criticar aqueles que lhe atribuem uma mudança de atitude e afirmou que a "compreensão não pode ser vista como táctica". É preciso mesmo muita lata para não reconhecer a sua mudança de atitude!

 

Depois de um ano lectivo inteiro a impor à força o seu modelo de avaliação dos professores, tendo contra toda a classe docente e todos os sindicatos, vir agora dizer que, por exemplo, ter afirmado que "entendia" as críticas dos professores não é uma mudança de atitude radical é tomar as pessoas por parvas ou ignorantes!

 

O que Sócrates quer com este discurso sei eu e toda a gente minimamente inteligente. Ele quer é VOTOS! O PM quer uma "coligação com o país", mas não parece que o país queira uma coligação com o PM. A sua táctica é: "modero o discurso, finjo-me de compreensivo e engano os totós a ver se eles dão-me uma outra maioria para eu continuar a fazer o que sempre fiz e continuar a ser quem sempre fui." Ou seja um arrogante, um prepotente e um mentiroso, que não consegue acordar do sonho em que vive.

 

O PS até pode ganhar as eleições, como até é possível que aconteça, mas o que deixa-me contente é que caso essa desgraça aconteça, o próximo Governo não vai aguentar muito. O que aconteceu com Guterres quando foi reeleito em 1999 sem uma maioria? Aguentou dois anos e "pisgou-se" deixando o país afundado no "pântano".

 

É isso que vai acontecer com o PS caso ganhe as legislativas sem maioria absoluta. Isso se Sócrates não for "corrido" de São Bento já em Setembro, o que a acontecer seria bastante comemorado pelos professores, médicos, agricultores, pequenos e médios empresários, desempregados, pensionistas, reformados... em suma, pelo país inteiro.


A única coisa que desejo para este País e para a Europa é uma fuga de votos dos grandes blocos centrais para os blocos minoritários. Chega de servir os interesses globalistas. Sócrates é um globalista. Querem linhas de TGV, querem investimento público, querem adesões de países à EU (pergunto-me, até onde se irá dar o alargamento), a Turquia é a porta de entrada para o Médio Oriente, é uma questão de tempo até termos a União Mundial, a já famosa Nova Ordem Mundial.

O milagre económico chinês e em menor escala o indiano será o maior flagelo da humanidade nas próximas décadas. A mundança das produções para esses países, onde se vive uma escravatura moderna, de baixos salários e muitas horas de trabalho, será a causa de despedimentos em massa por toda a Europa. A Europa deixará de ser produtora, a Alemanha, um dos maiores exportadores mundiais, não conseguirá concorrer com estas políticas económicas.

Primeiro veremos a sonegação de regalias, depois a diminuição de salários, com o tempo o trabalhador comum perderá todo o poder reinvidicativo. A retoma será liderada pelos Países ditos emergentes (BRIC), onde os direitos humanos são uma farsa.

Obama, o herói personificado, o grande unificador, é globalista. Apoiou a entrada da Turquia à EU,e com o tempo pretende resolver o conflito do Médio Oriente. Daqui a umas décadas seremos todos fantoches, serviremos um governo global, não teremos poder reinvidicativo e seremos alvo de graves repressões.

Por mais teoria da conspiração que isto vos pareça, perguntem-se apenas, se a globalização vos interessa. A globalização foi responsável por esta crise e, hipócritamente, é apresentada como a solução. Os desempregados não encontrarão emprego tão cedo, aqueles que entram no mercado de trabalho espera-lhes o mesmo destino e aqueles que têm emprego perderão todo o poder, pois a sombra do desemprego paira sobre o mundo. Até que ponto isto é uma farsa, até que ponto podemos acreditar nesta crise?
Abade a 22 de Junho de 2009 às 15:11

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